As redes sociais parecem o lugar certo para se começar um negócio digital, certo?

Afinal, como estamos acostumados a ouvir, “todos estão lá”. E de fato,  números estrondosos não faltam  para comprovar essa constatação:

  • O Facebook já bateu recorde de 1 bilhão de acessos via seu aplicativo para celulares. E cada segundo, 20 mil pessoas estão conectadas à rede.
  • Em 2015, 80 milhões de uploads foram feitos, por dia, no Instagram.
  • No Twitter, um usuário gasta, em média, 170 minutos por mês na plataforma.
  • Mais de 1 milhão de produtores de vídeos, em 30 países, estão sendo pagos pela exibição de seu conteúdo.

Impossível não considerar este, um cenário promissor.

Muitos pensam em estabelecer sua autoridade em uma, ou algumas dessas redes, em busca de conseguir atenção nem que seja de uma fatia desse enorme público. E o melhor, sem muito trabalho. Afinal, não leva mais que 2 minutos para fazer um perfil e assim já estar pronto para divulgar conteúdo para uma enorme multidão potencialmente interessada.

Parece fácil, barato e infalível. E por isso, muito tentador…

O que não ocorre a muitos que decidem investir nas redes sociais, é justamente o perigo de se construir um patrimônio em um terreno que não é seu!

E por que construir seu negócio em  terreno alugado na internet pode ser ruim ? 

Pense em uma simples analogia. Você aluga um terreno e lá decide construir sua casa. Será que você realmente poderá fazer o que quer sem pedir permissão para o dono? Afinal, neste caso não é você quem dita as regras, mas sim as obedece.

E nas redes sociais não é muito diferente. Mudanças ocorrem o tempo todo. E não  por sua decisão, mas sim pelo “dono do tereno”, que faz o que julga melhor para seu próprio negócio

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A ideia de criar uma página no Facebook ainda parece muito mais tentadora do que um blog? Talvez? A facilidade com que é possível criar seu espaço no Facebook (ainda que não seja seu de verdade) é atraente. Mas o alcance da maioria das páginas está variando entre 2%-6%, número que já foi em torno de 16% (ou mais) no passado.

E o que isso significa?

Que está muito mais difícil fazer com que seu conteúdo chegue à sua audiência. Aquela que você conseguiu por conta própria ou investindo em anúncios pagos para o Facebook. Mas claro que é sempre possível fazer mais anúncios para chegar nessas pessoas que você já pagou para alcançar…

Frustrante?

A verdade é que o Facebook, assim como outras redes, faz o que é melhor para si. Porque lá ele é o dono do jogo. E talvez você ainda esteja saindo no lucro por não ser um dos negócios que teve sua página deletada ou uma conta banida por qualquer infração às regras do Facebook…

Outro acontecimento que está totalmente fora do seu controle. Mas ainda há algo pior:

Imagine que você investiu tempo, dinheiro e energia e que depois de muito trabalhar começou a colher os frutos tão merecidos. Seu negócio possui muitos fãs, que se tornam clientes. Seu produto começa a vender como água e os feedbacks não podem ser mais positivos. E, de repente, a rede social onde seu negócio está baseado, anuncia seu fim. E lá se vai seu público engajado conquistado depois de muito esforço.

Parece improvável? Veja se você lembra de algumas dessas redes sociais:

1. Orkut (Google)

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O Orkut já foi a maior rede social do Brasil e foi ultrapassada pelo Facebook. Segundo Pesquisa Ibope Nielsen Online, divulgada em 09/09/2011, o Orkut registrou 29 milhões de usuários. Quem, com mais de 30 anos,  não tinha um perfil lá?

E por anos foi quase um fenômeno inexplicável, pois o sucesso dessa rede foi registrado somente na India e no Brasil, enquanto o Facebook dominava o resto do mundo. Mas em algum momento, e por diversos motivos, as investidas do Facebook começaram a surtir efeito também por aqui, o que causou a perda de liderança do saudoso Orkut.

Uma pesquisa realizada em 2013 mostra que em três anos o Orkut perdeu 95,6% do número de acessos fixos no Brasil, sendo substituído rapidamente pelo Facebook.

2. Ping (Apple)

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O Ping era uma rede social criada para o compartilhamento de músicas e artistas favoritos, conectada ao Itunes.

Foi uma das poucas ideias furadas da Apple. Ao que tudo indica, os usuários não pareciam muito dispostos a gastar muito do seu tempo nesta rede social. Além disso, o uso de filtros limitavam a atuação dos usuários e a falta de integração com o Facebook podem ser razões pelo fracasso do Ping.

3. Myspace

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Em pouco mais de seis meses da sua criação, o MySpace já tinha alcançado a marca de 5 milhões de usuários. Quase um ano depois, já eram 20 milhões de pessoas registradas.

De acordo com a ComScore, no ano de 2011 foram contabilizados 73 milhões de usuários, um número considerável, mas que não se manteve. Mas apesar de não ter acabado completamente , o MySpace perdeu seu espaço para o Facebook também.

4. Formspring

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Chegou a registar a marca de 30 milhões de usuários e 4 bilhões de posts. E apesar dos números impressionantes, fechou as portas porque não conseguia obter lucro.

5. MSN (Microsoft) / ICQ / Mirc

Esses três aplicativos de bate-papo são como os ancestrais das redes sociais que conhecemos hoje. E aposto que se você usou qualquer uma deles deve estar pensando o mesmo que eu: “nossa, como o tempo passou rápido! ”

MSN

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O grande trunfo do MSN foi já vir instalado no sistema operacional usado em larga escala por usuários domésticos, o Windows. Ficou tão popular que chegou a registar 330 milhões de usuários.

Seu reinado no entanto começou a cair quando outros aplicativos como o Messenger do Facebook e o Google Hangouts apareceram.  No fim, a Microsoft decidiu acabar com o MSN e transferir os usuários para o Skype.

ICQ

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Alguns usuários ainda fazem uso do ICQ, que já chegou a registar 100 milhões de pessoas, mas que acabou sendo engolido pelo sucesso do MSN na época.

Mirc

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Parece não haver muito espaço para várias ferramentas de bate papo existirem juntas. Assim que o MSN chegou, tirou o ICQ de seu lugar confortável no mercado. E o mesmo havia acontecido com o Mirc, que teve seu lugar ocupado pelo ICQ.

Lembrou de algumas dessas extintas redes sociais?

Vimos  que mesmo as redes grandes, poderosas e com um número impressionante de usuários podem acabar de uma hora para outra. Em especial se algo mais interessante aparecer.

Já existe um  estudo da Universidade de Princeton feito por dois pesquisadores comprovando que até 2017Facebook perderá cerca de 80% de seus usuários. O Facebook, claro, não acredita nisso.

Mas e você? 

Contará com a sorte e ficará na torcida esperando que seu negócio construído em um terreno alugado afunde junto com ele? Ou deixará que outras pessoas tenham o controle e tomem decisões que podem impactar seu negócio? Seja você o responsável pelo seu próprio sucesso. Não caia na armadilha invisível das redes sociais.

Se interessou pelo assunto? Então não deixe de conferir o artigo completo ” Guerra às Redes Sociais: o maior cemitério de grandes ideiais, a atual armadilha invisível para o empreendedor e a batalha por um futuro alternativo.”

Esse conteúdo foi produzido pelo nosso parceiro Henrique Carvalho, fundador do Viver de Blog.

 

 

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