Você sabia que a prática conhecida como plágio é algo muito comum nas Universidades e em publicações científicas? Além disso, com a facilidade e a eficácia do Google Tradutor, os textos da web também têm virado um ponto focal de plágio, principalmente quando o assunto é tradução. Por esse motivo, no post de hoje, responderemos à seguinte pergunta: tradução é plágio?

Para responder essa questão, primeiramente, vamos entender o que é plágio e como a tradução funciona. Vamos lá?

A memória de tradução

Os tradutores profissionais utilizam serviços de tradução que contam com uma tecnologia conhecida como “memória de tradução”. Como ela funciona? Bom, ela basicamente armazena a tradução criada – por tradutores humanos – em um banco de dados. Essa “memória” tem o objetivo de poupar esforços de modo que se a mesma frase surgir novamente, a mesma tradução é reutilizada, possibilitando a conclusão mais rápida de um trabalho, maior precisão e menores custos.

O Google Tradutor e o plágio no mundo web

O Google Tradutor também funciona como um mecanismo de memória de tradução. Por indexar informações, ele consegue facilmente converter um livro, como O pequeno príncipe, para diversas outras línguas. Com essa facilidade e eficácia, textos têm sido traduzidos e utilizados em blogs como se fossem de autoria de quem os traduziu, quando na verdade foram escritos originalmente em outra língua, caracterizando uma forma de plágio. Isso nos leva para a seguinte questão: o que, de fato, é plágio?

O que é plágio?

Em linhas gerais, o plágio é uma violação dos direitos autorais. Para um texto ser considerado plágio, basta que algumas partes sejam utilizadas sem que haja os devidos créditos ao autor original.

Vejamos algumas definições contidas na legislação:

Art. 5º, inciso XXVII, Constituição Federal. “Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras (…).” Em outras palavras, os autores são detentores de seus direitos autorais.

Art. 1228, Código Civil. “O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.” Por ser detentor dos direitos autorais, o proprietário tem o direito de utilizar sua obra e mais ninguém.

Art. 7º, Lei dos Direitos Autorais (LDA). Obras intelectuais e protegidas são “criações do espírito, expressas por qualquer meio ou ­fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”. Entre as obras intelectuais listadas estão as obras literárias, artísticas, científicas, conferências, adaptações e traduções.

Art. 22 a 24, LDA. Defi­nem como pertencentes ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a sua criação, conceituando direitos morais como o direito: “[…] de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra”; “[…] de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra” e “[…] de conservar a obra inédita”.

Art. 29, LDA. Determina que “depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:” “[…] a reprodução parcial ou integral”, “[…] a edição; adaptação, o arranjo musical e quaisquer outras transformações” ou “[…] a tradução para qualquer idioma”.

Art. 33, LDA. Proíbe a reprodução de obra que não pertença ao domínio público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor.

Art. 46, inciso III, LDA. Defi­ne que não constitui violação dos direitos autorais, “[…] a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fi­ns de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra […]”.

As formas de plágio

Há algumas formas de plágio, mas citaremos apenas duas, que são:

Plágio direto: cópia integral do texto original, sem referência ao autor original ou citações.

Plágio indireto: cópia parcial, ou seja, o texto é escrito com suas próprias palavras, mas a ideia original é de outro autor e você não informa a fonte ou o autor.

Plágio é crime?

Sim. Segundo o Art. 184 do Código Penal, a violação dos direitos autorais é passível de multa ou detenção, que pode variar de 3 meses a 4 anos.

Tradução é considerado plágio?

Tanto a tradução, como a cópia de partes de textos originais sem a devida colocação dos créditos é considerada plágio. Sendo assim, se você traduzir um texto na íntegra e utilizá-lo em seu blog sem informar quem é o autor, isso é considerado plágio. Contudo, se for informado desde o início que se trata de uma tradução, colocando a fonte original e seu autor, o texto não é considerado plágio. Se você traduzir apenas partes do texto, também deve ser feito o mesmo procedimento, informando o autor original e a fonte.

Você, como profissional de conteúdo ou gestor de profissionais de conteúdo, deve estar atento a essas questões, pois plágio é algo sério. Por isso, separamos 4 ferramentas para detectar plágio que você pode utilizar em sua rotina de produção ou curadoria de conteúdo:

4 ferramentas para detectar o plágio

Copyscape

O Copyscape é um verificador de plágio livre, ou seja, é uma ferramenta grátis  que encontra cópias de suas páginas na web. Ele também apresenta o pacote premium, com uma detecção mais poderosa do que a oferecida gratuitamente, além de outras funcionalidades.

Plagiarisma

Plagiarisma é uma ferramenta muito utilizada por alunos, professores e redatores profissionais. Ela funciona tanto em Windows, como Android, BlackBerry e na própria web. É um detector de plágio livre e ajuda a controlar o conteúdo duplicado pela internet afora.

Copia e Cola

Uma plataforma brasileira de detecção de plágio, e o melhor: gratuita! A Copia e Cola analisa todo o conteúdo procurando trechos iguais ou semelhantes em documentos disponíveis na web. É um projeto de Xanxerê, da Universidade do Oeste de Santa Catarina.

Plagium

O Plagium é um detector que funciona de duas maneiras: a forma gratuita oferece uma busca rápida por trechos iguais ou semelhantes; já a forma paga oferece uma busca avançada que gera um relatório sobre reutilização potencial do seu texto.

Crie conteúdos originais

O objetivo deste post foi mostrar que, algumas vezes, mesmo o uso aparentemente inocente de outras fontes pode ser considerado uma forma de plágio e isso, além de tirar a credibilidade de seu texto, é considerado crime. A melhor forma de criar autoridade na internet e evitar esse tipo de desconforto é criando conteúdos originais e relevantes e, caso você se depare com algum texto que precisa compartilhar, utilize a estratégia de Link Building ou então informe a fonte, converse com o autor original, peça permissão e sempre coloque referências em seus posts. Se tiver dúvidas, também pode consultar as leis federais e as normas da ABNT, que também se aplicam para textos web.

Este post foi útil para você? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

Espere! Não esqueça de assinar nossa newsletter

Acesse conteúdo premium sobre marketing de conteúdo:

Suas informações de contato nunca serão usadas para enviar qualquer tipo de SPAM.