São tantas coisas que começaram em 2017 com o intuito de se concretizarem no ano seguinte, que fica quase impossível não ficar empolgado com o ano de 2018. Pensando em compartilhar com você as principais tendências de marketing de conteúdo para 2018, solicitamos aos nossos especialistas suas melhores dicas em suas respectivas áreas. O resultado dessa curadoria das mais diversas tendências que irão impactar o modo como você faz Marketing de Conteúdo, você confere aqui!

Pedro ClivatiTendência de Criação de Conteúdo: User Generated Content (UGC)

por Pedro Clivati, VP of Sales da Contentools

A estratégia de utilizar os próprios leitores e usuários para produzir e promover conteúdos se torna cada vez mais popular sendo adotada por empresas de vários portes e setores obtendo cada vez mais eficiência nos resultados.

Os motivos são lógicos: (1) ao utilizar colaboradores externos para produção de conteúdos você diminui o seu custo de produção de novos materiais, consequentemente diminuindo o seu CAC, (2) você traz um ponto de vista diferenciado para o seu canal de conteúdo, enriquecendo ainda mais a sua estratégia, (3) você automaticamente consegue mais compartilhamentos pois a pessoa que produziu certamente irá compartilhar com toda sua rede de contatos e (4) você aproxima ainda mais seus usuários e leitores da sua marca, gerando outras oportunidades de negócio, seja para venda, contratação ou parcerias e por fim, mas não menos importante (5) a confiança do leitor em uma informação é muito maior quando esta informação provem de um outro usuário “neutro”, se comparada a publicidade tradicional.

Mariana KloberTendência de UX Design: Conteúdo como Ponto Central de UI

por Mariana Klober da Silveira, Content Manager da Contentools

Já mencionamos aqui como redatores podem aplicar conceitos de UX ao escrever conteúdo e agora a tendência é reversa: como designers devem dar atenção ao conteúdo ao criar suas peças. Pois é, conteúdo se tornou um meio tão importante de comunicação com o usuário, que ele se tornará um fator crucial em todos os setores responsáveis por qualquer interação com o usuário. Nos próximos anos, veremos uma crescente centralização do conteúdo em relação ao design de experiência.

A Queble Solutions, agência de mobile e web design, elencou essa como a tendência número 1 de UX para 2017. O objetivo é simples: garantir uma experiência cada vez melhor por parte do usuário. Afinal, é importante que os formatos e cores sejam agradáveis e façam sentido visualmente, mas o ponto principal que deve nortear o design de interface é o conteúdo contido nela e a intenção desse conteúdo. Assim como o conteúdo deve ser curado e escrito de forma a facilitar a compreensão do usuário, a interface deve ser feita ao redor desse conteúdo, com o intuito de fazer com que ele fique claro para o usuário em questão. Ou seja, conteúdo não é um ponto apenas a ser considerado por Gestores de Marketing de Conteúdo: em 2018 haverá uma atenção especial voltada a ele na área de produto também.

Elton MirandaTendência de Plano Tático de Conteúdo: Topic Clusters

por Elton Miranda, CMO da Contentools

O jeito clássico de criação de conteúdo para SEO está evoluindo. Historicamente, ter um bom SEO era igual a ter um bom posicionamento de uma palavra-chave. O problema dessa estratégia é que ela foca apenas no tráfego vindo de buscadores, ignorando outros canais como redes sociais e e-mail marketing. Sem contar que nesse modelo antigo de SEO, criamos muitos conteúdos com as mesmas palavras-chave, fazendo com que nosso próprio conteúdo concorresse entre si.

Para a tendência de marketing de conteúdo para 2018 é a expansão da estratégia tendo em vista um modelo mais moderno de SEO que foca na qualidade do tráfego, e não apenas no volume. Esse modelo se chama Topic Clusters. Focar em Topic Clusters significa que ao invés de criar várias páginas com diferentes variações da mesma palavra-chave, a estratégia será focar em tópicos que geram mais tráfego qualificado e com pouca competição através de um artigo muito mais profundo sobre o assunto. Esse artigo pode ser constantemente atualizado para manter-se relevantes. Além disso, os posts que antes concorriam entre si agora criam links para essa página maior, que chamamos de pillar page. Dessa forma, o algoritmo do Google entende quando seu site se torna relevante para um determinado assunto. E é isso que esse processo faz. BTW, você pode gerenciar sua estratégias de Topic Clusters usando a Contentools. 🙂

Se quiser mais informações sobre o assunto, o guru de SEO e CEO da Moz Rand Fishkin já fazia algumas profecias sobre o assunto em 2014. E recentemente a Hubspot lançou um artigo bem profundo sobre o assunto, apresentando Topic Cluster como a próxima evolução do SEO.

Caso você queira aplicar essa tendência o quanto antes, já existem ferramentas focadas em gestão de Topic Clusters. A própria Hubspot lançou uma solução para definição de uma estratégia de Topic Clusters.

Algumas empresas já estão desenvolvendo soluções para ajudar times de marketing a organizarem seus conteúdos em clusters e tópicos, como é o caso da MarketMuse. Mas basicamente, para surfar a onda desta tendência você deve começar revisando seu propósito e se perguntando: com que informações posso ajudar minhas personas? Neste momento, sua missão deve ser algo maior do que vender – seu blog precisa ter uma missão própria.

Victoria OldemburgoTendência na Aplicação de Big Data: Diminuição de Desigualdade

por Victoria Oldemburgo de Mello, Talent Acquisition da Contentools

Por um bom tempo a mídia falou sobre como as novas tecnologias (que no conhecimento popular se fundiam numa nuvem de buzzwords contendo os termos big data, machine learning e inteligência artificial) tinham o poder de tomar decisões melhores e mais justas que os seres humanos.

Entretanto, muito pouco se falou sobre a ética e as implicações da utilização desses métodos estatísticos e tecnológicos de análise. Poucas pessoas sabem, mas a utilização de dados enviesados pode causar ainda mais desigualdade social. Os resultados disso são decisões que geram ainda mais segregação; como as próprias “bolhas” geradas pelo algoritmo do Facebook.

E é exatamente acerca das consequências negativas da tecnologia que alguns pesquisadores recentes têm se perguntado sobre como utilizá-la para promover uma sociedade melhor, e não o contrário disso. A primeira solução é óbvia: tratar os dados para “retirar” os vieses.

Outras soluções dizem respeito a atitudes mais individuais que podemos fazer. Uma delas está relacionada diretamente ao trabalho dos produtores de conteúdo. A ideia é simples: o conteúdo que estou produzindo vai ajudar tornar o mundo um lugar melhor? Ou ele está reforçando estereótipos?

Nos últimos anos, algumas marcas ousaram produzir conteúdo para promover visões que foram além do status quo do seu tempo. É o caso da Heineken, que ao invés de continuar fazendo propagandas que reforçavam a imagem de homens consumindo seu produto, fez esta ação. Então, a tendência para 2018 é que esse tipo de atitude esteja ainda mais em voga. Por isso, minha dica é: produza conteúdos sobre aquilo que você quer ver no mundo!

Lorenzo ZancanTendência de Estratégia para Outros Continentes: Hiperlocalização

por Lorenzo Zancan, Business Development Italy da Contentools

Uma das maiores tendências das últimas décadas foi a de globalização, um processo que criado através da crescente integração econômica entre países. Nos últimos anos, porém, percebemos certa resistência de negócios locais para com esse processo – e a crescente valorização do mercado local. É por isso, que se um dia a expansão para novos mercados se deu através da imposição, hoje é necessário evitar o choque. É para isso que tem-se aplicado o conceito de hiperlocalização, que consiste na personalização da interação com o mercado tendo em vista os costumes locais.

Tenho estado à frente da expansão da Contentools na Itália trabalhando in loco e cada vez mais percebo a importância de conhecer bem a região para qual se está expandindo, bem como seus costumes e modos de interagir com o mercado. Esse know-how é essencial em três momentos cruciais da prospecção de novos mercados: marketing, pré-vendas e vendas. Cada país e região tem sua própria maneira de fazer negócios, portanto ao iniciar o procedimento de estabelecer uma força de vendas em outro continente, é preciso estar imerso na cultura do país e desenvolver parcerias que lhe permitam conhecer melhor os players do mercado e criar uma estratégia de vendas efetiva e focada.

Com o fortalecimento da hiperlocalização em 2018, empresas que investirem em estratégias de marketing, pré-vendas e vendas específicas para cada país ou região aos quais decidiram expandir, serão as que terão melhores resultados. Isso inclui criar estratégias de conteúdo específicas para cada região em razão de cada cultura e definir canais de distribuição e conversão que façam sentido tendo em vista as interações sociais desse mercado alvo. Para fazer isso, você pode contar com uma ferramenta de gerenciamento de estratégias de conteúdo e trabalhar com profissionais remotos que estejam vivenciando in loco o dia a dia de cada país para o qual você está expandindo.

Tiago Otani RochaTendência de Operação de Inbound: Integração Tecnológica

por Tiago Otani Rocha, Inbound Manager

Todos os anos, o famoso mapa de plataformas de marketing da chiefmartech.com é atualizado com dezenas de novos players e categorias. Atualmente, o monstrinho está com essa cara aqui.

As oportunidades que a tecnologia trouxe aos profissionais de marketing ainda estão sendo mapeadas, com conceitos como Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial sendo amplamente, mas nem sempre corretamente empregados, tanto em artigos quanto na prática.

De qualquer maneira, um arsenal adequado de ferramentas oferece um universo de recursos aos times de marketing, e para o Inbound não é diferente. Utilizar as ferramentas mais modernas e completas do mercado é um sonho, mas pode virar pesadelo quando não “falam a mesma língua” que as ferramentas que você ou outras áreas da empresa já usam.

Por isso uma das principais tendências de marketing de conteúdo para 2018 é a facilitação na integração entre essas ferramentas. Seja nativa, via API ou mesmo através do Zapier, a informação que circula com rapidez e precisão, sem perdas e alterações permite uma eficiência muito maior e faz a diferença no resultado final.

Ricardo FrançosoTendência na Produção de Conteúdo: Envolvimento de Diversos Setores

por Ricardo Françoso, Sales Manager BR da Contentools

Partimos do pressuposto de que o marketing de conteúdo é uma estratégia de comunicação que surgiu  com a mudança do processo de compra. Nessa nova visão, as empresas se preocuparam e agiram para compartilhar todo o seu conhecimento e gerar melhores resultados no meio digital ao empoderar o potencial cliente. A ideia é que esse cliente descubra a solução por si só através da análise do problema/oportunidade, das alternativas de solução e que então tenha a confiança de tomar uma decisão. Ou seja, todas as áreas se beneficiam da produção de conteúdo.

A responsabilidade dessa estratégia funcionar sempre ficou a cargo das equipes de marketing, que de fato assumem o papel de fazer com que ela funcione, porém será que a área de marketing é a única (ou a que mais) detém conhecimento sobre o negócio? Veja bem, o time de vendas conversa com centenas de potenciais clientes, que trazem objeções e insights reais do mercado de atuação, gerando insumos de conteúdos muito próximos da realidade. O time de sucesso do cliente (atendimento) diariamente analisa e descobre novas maneiras de uso do produto ou serviço e percebe os gaps entre teoria e prática – por isso, possui um insumo incrível para mais do que reter: fidelizar a base de clientes. Operações/RH tem seu papel em contratar talentos e sabe como ninguém sobre o perfil para construir o “dreamteam”, então também pode fornecer informações que atraiam pessoas com habilidades e fit cultural.

Já mencionamos aqui a importância de envolver outros times da empresa na criação de ideias para conteúdos. Mas agora, a tendência chegou em um ponto mais profundo: um modelo de colaboração de todas as áreas não somente para a criação da ideia, mas também para a produção do conteúdo. Nesse modelo colaborativo, a área de marketing assume cada vez mais responsabilidades estratégicas e táticas com o objetivo de envolver toda a empresa na produção de conteúdo e fazer com que esse conteúdo faça sentido para a estratégia da empresa.

Em 2018, as empresas que conseguirem suprir o desafio de criar um processo de sinergia entre as áreas poderão criar conteúdos cada vez mais ricos, mais assertivos e que geram confiança. A confiança é o primeiro passo para a construção de um relacionamento que consiste em: vender mais, reter mais e crescer cada vez mais.

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Conclusão

Tudo que acontece no mundo impacta como nos comunicamos com o mercado. Seja uma nova iniciativa social que ganhe força ou uma tecnologia um tanto sinistra, você e eu teremos que nos adaptar ao seu resultado. Afinal, qualquer tipo de inovação ou movimento que se fortalece influencia o comportamento das pessoas. Cabe a nos perceber o rumo disso tudo e criar meios de lidar com essas novas situações – ou perder a oportunidade ao se apegar ao passado. Por isso é tão importante atentar-se às mais diversas tendências, mesmo quando elas não parecem impactar nossos negócios diretamente.

E você, o que tem percebido borbulhar aí na sua área atuação que pode impactar a maneira como fazemos Marketing de Conteúdo hoje? Compartilha com a gente aqui nos comentários!

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