Antes tudo era feito de forma simples, apenas para divulgar ideias, ou oferecer suporte a quem procurasse. Hoje ter um blog é tão importante quanto ter um site, tornou-se mais profissional e personalizável, afinal ele já não serve apenas para entretenimento, mas também para gerar autoridade de marca das empresas que buscam um posicionamento online e desenvolvem uma estratégia de inbound marketing.

Segundo Marketing e Afiliados: em 2004, existiam 4 milhões de blogs brasileiros no ar, hoje, existe mais de 200 milhões, o equivalente a 4,19% dos blogs no mundo. São 68 milhões de blogueiros, totalizando a 5ª maior audiência do mundo na blogosfera. Os blogs brasileiros são os donos do maior engajamento online na América Latina, com 29,5 horas/mês de navegação, 7 horas a mais que a média mundial. O alcance dos blogs em português é de 77,3% entre os internautas, atrás apenas do Japão (78,4%).

Com esse aumento da participação da população em geral na produção de conteúdo através de blogs, tornou-se imprescindível a utilização de ferramentas para facilitar a criação e edição desses textos.

WordPress

Criado por Mike Little e Matthew Mullenweg em 2003 com a proposta de profissionalizar blogs, no WordPress o usuário tem a liberdade de um software livre para trabalhar, podendo realizar as modificações que desejar. Ele é um Sistema de Gerenciamento de Conteúdo para Web (CMS), que oferece suporte desde a criação de um blog simples a um site de e-commerce completo.

São duas versões: o WordPress.org e o Worpress.com, sendo que a versão .org é mais completa, personalizável e profissional do que a .com, por isso exige um servidor para a hospedagem do blog. A versão .com, mesmo não tão completa, apresenta alguns dos temas padrão e não necessita de uma contratação de host. Seu problema é que não é possível adicionar banners do AdSense e seu código não é modificável.

Para usar o WordPress basta instalar o aplicativo em seu computador, o que leva cinco minutos! A versão mais completa, WordPress.org, demanda a contratação de um servidor Host, o que pode aumentar um pouco os custos.

Os temas do WordPress são variados, podendo ser padrões do sistema, premium e também desenvolvidos por você mesmo caso tenha um pouco de conhecimento de programação. O mesmo serve para os plug-ins, que podem ser baixados ou, se você tiver conhecimento, pode desenvolver o seu próprio. São muito populares os plug-ins de SEO para auxiliar na otimização e indexação dos conteúdos. O WordPress é muito dedicado aos seus usuários, sempre lançando atualizações para corrigir bugs, melhorar a segurança e adicionar novas ferramentas.

Blogger

Plataforma gratuita de blogs do Google, também desde 2003, o Blogger é uma boa ferramenta para iniciantes, pois tem fácil navegação e administração, oferece a hospedagem e diversos recursos para que o usuário crie e personalize seu blog conforme suas necessidades.

Para utilizá-lo basta ter uma conta Google. O blog criado terá o subdomínio .blogspot.com ou blogspot.com.br, portanto não necessita de plano de hospedagem em um servidor externo. Nesse caso não existe tanta preocupação com infraestrutura e custos, mas você também pode usar um domínio próprio dentro da plataforma.  

Por ser um serviço do Google, o Blogger permite a exibição de anúncios do AdSense. Na opção “ganhos”, todo usuário qualificado consegue adicionar banners no seu blog, e lucrar a cada vez que um visitante clica na propaganda!

No Blogger não é possível baixar o seu código e instalar em um host próprio ou modificá-lo, além de que que ele não possui uma grande diversidade de plugins e temas gratuitos. No entanto, uma das suas maiores vantagens é a hospedagem com baixíssimo risco do blog sair do ar e ficar instável além da total segurança e de não ter limites de espaço e banda.

Medium

A responsiva plataforma de blogs criada em 2012 pela Obvious, empresa dos criadores do Twitter e do Blogger Evan Williams e Biz Stone, o Medium não se propõe a ser uma plataforma de blogs, mas sim de textos e ideias. Não se caracteriza como um Sistema de Gerenciamento de Conteúdo, mas sim como um canal de distribuição. É um misto de blog com rede social, mas não é rede social e não utiliza a palavra “blog” na sua comunicação oficial. Ele se descreve como:

“Um lugar melhor para ler e escrever coisas que importam.”

O foco do Medium está na qualidade do conteúdo (em vez de na pessoa que o criou) e em um design clean e simples, tornando fácil para qualquer um usá-lo. Ele une essa mídia de qualidade em coleções públicas, como se fossem as categorias de um blog. Existe um botão equivalente a Curtir/Joinha/Digg/+1 no rodapé de cada post, para os usuários indicarem sua aprovação. Assim o próprio sistema difunde os textos, recomendando-os para quem provavelmente vai gostar, baseado em outros textos que essa pessoa leu e recomendou, ou seja, você tem uma audiência qualificada e interessada dentro dessa comunidade.

O Medium é considerado uma comunidade pois quando você faz o cadastro e começa a publicar, você não tem um blog, mas um perfil em que os textos são seus, e ao mesmo tempo do Medium. Eles se misturam, se espalham. Antes de publicar seu texto você pode convidar pessoas de confiança para revisar o rascunho e deixar comentários. Quem contribuir aparece linkado numa seção de agradecimentos abaixo do autor do texto.

Usando um algoritmo para prever o tempo aproximado necessário para ler cada texto, o Medium analisa o comportamento dos leitores e calcula a porcentagem de pessoas que realmente leram todo o conteúdo. É possível acompanhar os textos, deixar comentários e participar das discussões mesmo sem ser um dos escritores.

Todos os dias a página inicial coloca um texto em destaque e mostra uma lista dinâmica dos posts mais recomendados do dia anterior.

Diferente de outras plataformas, o medium não possui landing pages, ads, pop-ups. Para direcionar tráfego do Medium para seu próprio site, você pode inserir links e call to actions, fazendo com que eles impulsionem seu blog e sirvam como uma exposição extra do seu conteúdo. No entanto utilizá-lo como única forma de construção de autoridade e ranqueamento pode ser prejudicial, uma vez que ele não é seu e tem visualizações e monetização limitadas.

Além disso, o Medium não é um CMS e não trabalha com as boas práticas de SEO, o que não garante a indexação do seu conteúdo nos mecanismos de busca.

Tumblr

O Tumblr é uma plataforma gratuita de microblogging que teve seu início em 2007 e funciona como espaço para compartilhar vídeos, imagens, músicas, textos e gifs, e que está disponível em mais de 15 idiomas, hospedando 304 milhões de blogs que somam 136,6 bilhões de postagens.

Na plataforma, cada usuário tem sua própria página/blog, com design personalizável e diferentes templates para editar o HTML, e se você entender um pouco da linguagem, pode criar o seu próprio layout, compondo um site único. Cada um pode comentar e curtir os posts de outros usuários. O Tumblr pode ser acessado pelo navegador e também possui aplicativos para Android e iOS.

Hoje ele se compara ao Pinterest, praticamente uma rede social com mais foco nas imagens. Seus posts em geral são curtos, mas isso não faz do Tumblr um microblog como o Twitter. Ele se define como um espaço para celebrar a criatividade.

“Nós queremos que você se expresse livremente e use o Tumblr para refletir quem você é, o que você gosta e no que você acredita”

crédito: Izabela Garcia – https://www.facebook.com/seilavinotumblr

Você pode acessar a maioria das funções de controle e administração do Tumblr pelo Dashboard, para criar novos posts e alterar características de seu espaço na rede. Além disso, apresenta uma timeline com posts dos tumblrs que o usuário segue, permitindo o compartilhamento, curtidas e comentários.

Concluindo

Há bastante tempo o WordPress deixou de ser uma comunidade de produtores de conteúdo para ser um dos CMS mais utilizados da atualidade, ele representa 70% da internet! Milhares de sites, de diversas áreas, são desenvolvidos e hospedados nessa plataforma.

O Blogger já é um pouco mais limitado em questão flexibilidade, personalização e profissionalismo. São menores as possibilidades de configurações, domínio e espaço disponibilizado para arquivos, bem como de pluggins, no entanto ele é mais simples de usar e gratuito. Nele você “aluga” seu site enquanto no WordPress você é o “dono”.

Já o Medium é uma comunidade com o objetivo de conectar pessoas por meio de histórias e temas em comum. A maioria dos usuários da plataforma está em busca de conteúdo de qualidade e sabe valorizar isso. O WordPress fornece inúmeros plug-ins para otimização de SEO, conteúdo e análise de dados enquanto no Medium, a qualidade do conteúdo não está necessariamente atrelada uma seleção de palavras-chave, por exemplo, ele é um canal de distribuição e não de ranqueamento. Consequentemente os relatórios de análise do Medium possuem poucos dados, não sendo o ideal para uma estratégia de marketing.

Se o seu objetivo é branding, o WordPress é a melhor opção, mas se for construir um portfólio pessoal, escolha o Medium.

De todos, o Tumblr é o mais “descolado” e um misto de blog e rede social, enquanto o WordPress, por exemplo é uma ferramenta mais “profissional”, que muitas vezes pode até substituir um site mais completo. O Tumblr oferece a opção de editar o código HTML do blog gratuitamente, muitas das personalizações não tem custo.

Resumindo, a decisão deve ser tomada baseada em seus objetivos, sejam profissionais ou pessoais. Analise o melhor custo benefício para se posicionar da forma mais correta para seu público alvo, utilizando a ferramenta que melhor se encaixa no seu perfil e no dele!

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